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Games

Ocarina of Time remake esgota pré-venda física em 10 minutos antes de chegar ao Switch 2

Faltam poucos dias e a espera já tem um primeiro resultado: a edição física do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time esgotou em cerca de dez minutos quando as pré-vendas abriram no Brasil, em 16 de setembro. A Nintendo não revelou quantas cópias produziu nem se vai repor o estoque — o que só aumentou a corrida pela versão digital nas semanas seguintes.

Link em Ocarina of Time
Ocarina of Time, lançado originalmente em 1998, ganhou remake completo para o Switch 2.

O relançamento mais esperado do ano no Switch 2

O remake chega em 5 de novembro de 2026, com exclusividade para o Nintendo Switch 2 — não sai em nenhuma outra plataforma. Não é um port simples com textura em HD: a desenvolvedora refez os gráficos do zero, reformulou a movimentação de Link e trocou o sistema de câmera fixa do Nintendo 64 por controle de câmera livre, mais parecido com o que se espera de um jogo lançado hoje.

Diálogos foram expandidos e cenas que antes eram só texto na tela agora têm dublagem completa — inclusive em português do Brasil, com suporte nos três modos do console: TV, portátil e de mesa. É o tipo de reconstrução que a própria Nintendo costuma reservar para um punhado de jogos por geração, não para relançamentos de rotina.

Preço e edições no Brasil

A versão digital custa R$ 329,90 na eShop brasileira. Já a edição física, vendida a R$ 439, veio com uma embalagem de acabamento especial — elementos metalizados e textura em relevo — exclusiva do primeiro lote, e foi essa a versão que sumiu das pré-vendas em dez minutos, em setembro.

A diferença de preço entre as duas versões não é incomum em lançamentos grandes da Nintendo, mas o tempo de esgotamento chamou atenção: lojas físicas e a própria loja oficial relataram filas digitais no instante em que as vendas abriram, e boa parte dos compradores que chegaram depois dos primeiros minutos ficou sem opção além de esperar uma eventual reposição.

O que muda na prática

  • Câmera livre no lugar da câmera fixa e travada do Nintendo 64 original
  • Pulo manual, recurso que o Ocarina of Time de 1998 nunca teve — no jogo original, Link só pulava em bordas específicas, de forma automática
  • Menu de armas reorganizado, pensado para a tela touch e para os botões do novo controle
  • Download de cerca de 27 GB, com pré-carregamento liberado dias antes do lançamento oficial

Nenhuma dessas mudanças altera a história original — a ideia da Nintendo é modernizar a forma de jogar sem reescrever o roteiro que já é considerado clássico.

A empresa também lançou o Zelda Notes, uma ferramenta dentro do aplicativo Nintendo Switch que ajuda a acompanhar o progresso da aventura e localizar pontos específicos do mapa — um recurso pensado tanto para quem está jogando pela primeira vez quanto para quem quer revisitar cada canto de Hyrule sem depender de guias externos.

Console Nintendo Switch 2
O remake é exclusivo do Nintendo Switch 2, lançado em 2026.

Tocar a ocarina de verdade

O detalhe que mais circulou nos vídeos de divulgação: dá para tocar a ocarina do jogo cantarolando ou assobiando direto no microfone do console, em vez de só apertar os botões analógicos como no original de 1998. É um mimo que não muda a jogabilidade central — ainda dá para tocar do jeito clássico, com os botões —, mas resume bem a proposta do remake: manter o jogo reconhecível para quem já zerou o original e, ao mesmo tempo, dar motivos práticos e novos para rejogar em 2026.

Por que o barulho em torno desse remake

Lançado originalmente em 1998 para o Nintendo 64, Ocarina of Time é tratado por boa parte da crítica especializada como um dos jogos mais influentes já feitos. A base de câmera em terceira pessoa combinada com o sistema de combate com trava de alvo, que ele ajudou a popularizar, virou padrão em dezenas de jogos de ação lançados depois dele, de franquias completamente diferentes.

Um remake desse nível, com dublagem completa, motor gráfico novo e recursos exclusivos como o microfone, é o tipo de lançamento que a própria Nintendo trata como vitrine de geração: reaproveitar um clássico reconhecido para mostrar, na prática, o que o hardware novo é capaz de entregar. Não é à toa que a fila de pré-venda da edição física esgotou tão rápido — para boa parte do público que cresceu jogando no Nintendo 64, esse é o tipo de relançamento que só acontece uma vez.

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