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Games

Star Wars: Galactic Racer chega hoje em todas as plataformas e tenta reviver a febre do pod racing

Vinte e sete anos depois de Star Wars: Episódio I colocar pod racers na tela grande, a franquia volta a apostar tudo em velocidade. Star Wars: Galactic Racer, da desenvolvedora britânica Fuse Games, chega hoje (6 de outubro) a PS5, Xbox Series X|S e PC pela publisher Secret Mode — e já estreia com a crítica do lado dele. Para quem cresceu vendo Anakin Skywalker disparar pelas dunas de Tatooine, a demora de quase três décadas por um sucessor à altura parece ter valido a pena.

Arte-chave de Star Wars: Galactic Racer
Arte oficial de Star Wars: Galactic Racer, lançado em 6 de outubro de 2026.

O que chegou hoje

Os números básicos do lançamento:

  • Plataformas: PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC;
  • Desenvolvedora: Fuse Games; publisher: Secret Mode, com Lucasfilm Games;
  • Motor gráfico: Unreal Engine 5;
  • Cenário: a Liga Galáctica, um circuito de corridas não autorizado na Orla Exterior, ambientado na Era da Nova República, depois dos eventos de O Retorno de Jedi;
  • Multiplayer online: até 12 pilotos na mesma corrida.

O jogo é canônico dentro da cronologia atual de Star Wars, mas não tenta reconstruir um evento específico dos filmes — ele cria o próprio torneio clandestino, livre para inventar pilotos, rivalidades e pistas novas.

De volta ao pod racing de Tatooine

A promessa que mais chama atenção é o retorno dos pod racers nos moldes dos vistos em Episódio I, com os dois motores presos por cabos e a sensação de velocidade raspando em rochedos e dunas. É o tipo de fantasia que a franquia tentou recriar em jogos pontuais nas últimas duas décadas, quase sempre como modo secundário — aqui ele é o centro das atenções, ao lado de um segundo estilo de veículo. A trilha sonora original é assinada por Gordy Haab, compositor que já havia trabalhado em Star Wars Battlefront e Jedi: Fallen Order.

Quem é Shade, e por que ele corre escondido?

Você joga como Shade, um piloto misterioso que entra na Liga Galáctica sem nome de família nem passado revelado. A campanha acompanha a ascensão de Shade a piloto de elite e a rivalidade dele com Kestar Bool, um corredor bem relacionado da família Bool que domina as corridas não autorizadas havia anos e é dublado por Kris Laudrum. Ao longo das disputas, Shade pode fechar alianças com outros competidores, abrir rivalidades e guardar rancor — decisões que, segundo a Secret Mode, mudam como o resto do grid reage a ele nas pistas seguintes.

Repulsorcraft: o outro lado da garagem

Além dos pod racers clássicos, o jogo libera a construção de repulsorcraft — veículos mais próximos de speeders tradicionais, montáveis em diferentes estilos para favorecer um jeito de pilotar: mais arrancada, mais controle nas curvas ou mais resistência a colisão. É a camada de customização que separa Galactic Racer de um jogo só de pod racing, com pintura, patina e acabamento ajustáveis peça por peça.

Tela de edição de pintura de um repulsorcraft em Star Wars: Galactic Racer
O editor de livery de um repulsorcraft em Star Wars: Galactic Racer.

A crítica aprovou — e aprovou bem

Com nota 88 tanto no Metacritic quanto no OpenCritic, Galactic Racer estreou como o Star Wars mais bem avaliado em mais de vinte anos, superando todos os jogos da série Battlefront. É o quinto game de Star Wars mais bem avaliado da história, atrás apenas de Knights of the Old Republic, Jedi Knight: Dark Forces II, Rogue Squadron II e Jedi Knight II: Jedi Outcast. VGC e Giant Bomb deram nota máxima; a maior parte das análises elogiou tanto a sensação de velocidade quanto o modo campanha em formato "roguelite", pouco comum no gênero de corrida.

Edição física custa até R$ 1.600

Quem pré-encomendou o jogo ganha uma pintura bônus para landspeeders, speeder bikes ou skim speeders. Já a edição de colecionador física — vendida por £140/US$160/€160 — vem com:

  1. Um modelo físico do landspeeder Kor Sarun: Darc X;
  2. Uma bandeira física;
  3. Dois patches de piloto;
  4. Uma cópia física do art book;
  5. Capa personalizada e steel case.

É um pacote claramente pensado para quem coleciona física de Star Wars, não só para quem quer jogar.

A fórmula já foi tentada antes

Star Wars Episode I: Racer, de 1999, e sua sequência de 2000, Racer Revenge, ainda são lembrados com carinho por quem jogou no N64, no PC e no PS2 — e são a régua inevitável para qualquer novo pod racer da franquia. Galactic Racer não tenta ser um remake de nenhum dos dois, mas herda a mesma aposta: a velocidade dos pods vendeu o conceito uma vez, e a nota da crítica sugere que a Secret Mode acertou a mão de novo, numa época em que jogos de corrida licenciados raramente saem do piloto automático.

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