Doom: a revolução dos jogos de tiro em primeira pessoa
Em 1993, um jogo pequeno desenvolvido por um estúdio enxuto mudou para sempre os videogames. Doom, criado pela id Software, popularizou o gênero de tiro em primeira pessoa, levou o multiplayer competitivo às massas e inspirou uma cultura de criação que sobrevive até hoje. Seu impacto é difícil de exagerar.

A id Software e os gênios por trás do jogo
Doom foi criado por uma equipe pequena e talentosa da id Software, com nomes como John Carmack, responsável pela parte técnica, e John Romero, ligado ao design. O estúdio já havia chamado atenção com jogos anteriores, mas foi com Doom que entrou para a história.
A combinação de genialidade técnica e criatividade no design resultou em um jogo veloz, violento e tecnicamente impressionante para a época.
Tiro em primeira pessoa para as massas
Embora não tenha sido o primeiro jogo de tiro em primeira pessoa, Doom foi o que popularizou o gênero de vez. A sensação de movimento rápido, os corredores labirínticos e os combates intensos contra demônios criaram uma experiência viciante.
O jogador encarnava um fuzileiro espacial enfrentando hordas de inimigos infernais, em um ritmo frenético que se tornaria marca registrada da série.
Tecnologia à frente do tempo
Tecnicamente, Doom era impressionante. O motor gráfico criado por Carmack permitia ambientes com diferentes alturas, iluminação variada e uma sensação de profundidade rara nos jogos da época, tudo rodando com fluidez em computadores domésticos.
Esses avanços técnicos estabeleceram um novo padrão e influenciaram diretamente o desenvolvimento de jogos nos anos seguintes.
Multiplayer e a cultura do deathmatch
Doom também popularizou o multiplayer competitivo. O modo em que jogadores se enfrentavam, conhecido como deathmatch, virou febre e plantou as sementes do que se tornaria uma indústria bilionária de jogos online.
Reunir amigos para se enfrentar em partidas rápidas e caóticas foi uma experiência marcante para muitos jogadores e ajudou a definir o futuro dos games multiplayer.
A cultura do modding
Outro legado importante de Doom foi incentivar a criação de conteúdo pelos jogadores. A facilidade para modificar fases e criar novos níveis gerou uma comunidade ativa de criadores, que produziam e compartilhavam suas próprias criações.
Essa cultura de modificação influenciou a forma como muitos jogos passaram a ser feitos e mantidos, valorizando a participação da comunidade.
Um clássico que nunca morre
Décadas após o lançamento, Doom continua relevante. A série ganhou novas versões aclamadas, e o jogo original virou objeto de uma brincadeira famosa entre entusiastas, que se desafiam a rodá-lo nos mais variados aparelhos.
Mais do que um sucesso de sua época, Doom é um marco histórico que ajudou a definir o gênero de tiro e a cultura dos videogames como a conhecemos.
Leia também

BioShock: a distopia submarina que fez os games discutirem filosofia
Lançado em 2007, BioShock trocou monstros clássicos por ideologia e transformou Rapture, a cidade submersa de Andrew Ryan, num dos cenários mais lembrados dos games.

Dragon's Dogma 2: Dark Arisen chega hoje com região gelada inédita e pacote completo no Switch 2
A Capcom lança hoje a expansão paga Dark Arisen, com nova região gelada, 12 masmorras e pacote completo para o Switch 2.

Half-Life: o jogo que ensinou os games a contar histórias sem cortar para cutscenes
Lançado em 1998 pela Valve, o clássico aboliu as cutscenes, criou o misterioso G-Man e deu origem ao Steam e ao Counter-Strike.
