Call of Duty: Modern Warfare 4 chega com invasão à Coreia e o retorno do Capitão Price
Modern Warfare 4 chegou às prateleiras digitais na sexta-feira (23), levando a franquia mais vendida dos games para um conflito que a série nunca tinha encarado de frente: uma guerra de verdade na Península Coreana. Em vez de repetir a fórmula dos reboots anteriores, a Infinity Ward dividiu a campanha entre dois protagonistas que nunca se cruzaram antes — um recruta sul-coreano e o veterano Capitão John Price.
Duas guerras, um só jogo
A ideia por trás do jogo é simples de resumir e difícil de executar. De um lado, a Coreia do Norte lança uma invasão em larga escala contra o Sul, e o que começa como uma patrulha de rotina vira um colapso completo de cidades inteiras. Do outro, Price está fugitivo desde que executou o general americano Herschel Shepherd, e tenta se manter um passo adiante de quem o persegue.
As duas tramas avançam em paralelo até se cruzarem, amarradas por um terceiro fio: uma arma poderosa sendo entregue a um comprador conhecido só pelo codinome "o Arqueiro".
Quem é Park Hyun-Jun?
Park Hyun-Jun é um recruta da Marinha sul-coreana e o rosto novo da campanha. Ele luta ao lado do esquadrão Sierra-1, formado para proteger o próprio país quando o Exército Popular da Coreia do Norte cruza a fronteira sem aviso.
A Infinity Ward construiu o cenário coreano com atenção à cultura, à história e aos detalhes militares da região — uma mudança em relação aos cenários mais genéricos de jogos anteriores da série. Para Park, a guerra não é uma missão no exterior: é a própria cidade dele caindo aos pedaços.
Price ainda paga pelo que fez
Price carrega o peso de uma decisão tomada bem antes dos eventos deste jogo: a execução do general Shepherd, antigo comandante que havia traído a Task Force 141. Isso o transformou em fugitivo aos olhos dos Estados Unidos, e Modern Warfare 4 o acompanha tentando sobreviver longe de qualquer apoio oficial.
Para quem acompanha a série desde o Modern Warfare 2 original, de 2009, a cena é um gancho e tanto: a traição de Shepherd e sua morte nas mãos de Price é um dos momentos mais lembrados da franquia. Este novo jogo trata aquele ato não como ponto final, mas como o início de uma nova fuga.
A sombra do Arqueiro
Enquanto Park luta para conter a invasão e Price corre da própria sombra, uma terceira ameaça se forma nos bastidores. Uma arma de poder de destruição elevado está sendo negociada, e o único nome ligado à compra é um apelido: "o Arqueiro".
A Infinity Ward manteve os detalhes sobre essa figura em segredo até o lançamento, tratando-a como o verdadeiro gancho da campanha para prender quem já terminou as histórias anteriores da série.
Uma campanha que não para
A trama leva o jogador por cenários bem diferentes entre si, sem dar tempo para respirar:
- Trincheiras na Coreia, no início da invasão
- Combate corpo a corpo nas ruas de Nova York
- Uma perseguição em alta velocidade por Paris
- Uma incursão noturna do SAS em Mumbai
- Um assalto para retomar território ocupado, perto do fim da campanha
É a escala que a série sempre vendeu, só que agora distribuída por uma história com dois protagonistas em vez de um só.
Multiplayer chega carregado
O lançamento não é só sobre a campanha solo. O multiplayer entra com 12 mapas centrais para o clássico 6x6, mais três mapas grandes de Ground War (32 contra 32) e quatro arenas de Gunfight 2x2, além do Kill Block, um campo de batalha modular que serve tanto para partidas 3x3 quanto 10x10. O mapa Shipment, um clássico da franquia, chega alguns dias depois do lançamento, em 27 de outubro.
Antes de ir para as lojas, o jogo passou por um beta aberto entre 21 de agosto e 1º de setembro — primeiro só para quem fez pré-venda, depois liberado para todo mundo, inclusive no Switch 2. Foi ali que mapas como Lotus, Rooftops e Wolves Stadium apareceram pela primeira vez.
Chegou em quatro plataformas
Modern Warfare 4 está disponível desde 23 de outubro para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e Nintendo Switch 2. Quem fez pré-venda teve acesso à campanha antes do lançamento oficial, a partir do dia 16, além de desbloqueios instantâneos em Call of Duty: Warzone e Call of Duty: Black Ops 7.
A Infinity Ward lidera o desenvolvimento, mas o projeto reúne outros estúdios da Activision — Sledgehammer Games, Raven Software, High Moon Studios e as equipes da Activision em Shangai, entre outras. É o mesmo time que vem sustentando um lançamento anual da franquia há mais de uma década, só que agora dividido entre vários escritórios ao mesmo tempo.
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