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Rock

Metallica estreia residência Life Burns Faster na Sphere de Las Vegas

O Metallica abriu nesta quinta-feira (1º de outubro) a residência "Life Burns Faster" na Sphere, a arena esférica de Las Vegas conhecida pela tela de LED que envolve todo o público. A banda se tornou a primeira atração de metal a subir naquele palco, num show pensado especificamente para explorar os recursos visuais da casa.

Banda de heavy metal se apresentando em um palco com luzes intensas e pirotecnia
Pirotecnia e luzes marcam as apresentações do Metallica — a produção da Sphere levou esse espetáculo a um novo patamar.

Uma casa nova para o metal

A Sphere abriu em 2023 com shows do U2 e depois recebeu uma longa temporada do Dead & Company — sempre associada a produções de pop e rock mais melódico, puxadas pela tela de LED que cobre o interior e o exterior do prédio. Levar uma banda de thrash metal para esse palco era uma aposta: o formato da casa pede shows construídos em torno do visual, não só do som.

O Metallica topou o desafio e tratou a residência como uma produção nova, não uma turnê reaproveitada. Segundo a própria divulgação da casa, o espetáculo foi anunciado como algo "wholly unique" (totalmente inédito) dentro do catálogo da banda, que soma mais de quatro décadas de estrada.

O que tocou na noite de abertura

O show de estreia teve 16 músicas, abrindo com "Battery" e "Creeping Death" e fechando com a dupla clássica "Seek & Destroy" e "Master of Puppets". Entre elas, "Sad But True", "Wherever I May Roam", "...And Justice for All", "Nothing Else Matters" e "The Call of Ktulu".

  1. Battery
  2. Creeping Death
  3. Now That We're Dead
  4. Sad But True
  5. The Shortest Straw
  6. Wherever I May Roam
  7. The Day That Never Comes
  8. ...And Justice for All
  9. Nothing Else Matters
  10. The Call of Ktulu
  11. Lux Æterna
  12. Ride the Lightning
  13. The Memory Remains
  14. Seek & Destroy
  15. Master of Puppets

A lista não deve se repetir nas próximas datas: o Metallica mantém a tradição do "No Repeat Weekend", criada na turnê M72 em 2023, trocando o repertório de uma noite para a outra.

O palco virou tela de 160 mil pés quadrados

O que separou a noite de um show comum de metal foi o uso da tela que envolve a Sphere por dentro. Em "Battery" e "Creeping Death", câmeras multiplicaram a própria plateia na tela gigante antes de jogar o público visualmente dentro de cenários cada vez mais escuros. Em "Sad But True", os músicos apareceram projetados em vitrais enormes, cheios de guitarras e símbolos da banda.

Montanhas-russas, relógios de areia e igrejas em chamas também entraram no repertório visual da noite — tudo desenhado para aquele palco específico, e não reaproveitado de turnês anteriores. A casa também usa assentos com vibração sincronizada e efeitos de vento e temperatura, recursos que já tinham aparecido em outras produções da Sphere e que, segundo relatos da imprensa especializada, ganharam um uso mais agressivo durante os momentos mais pesados do repertório.

A Sphere de Las Vegas iluminada à noite, com sua fachada esférica de LED
A Sphere é conhecida pela tela de LED que cobre toda a fachada e o interior da arena.

Quem está por trás da banda

A formação que subiu ao palco é a mesma que a banda mantém desde 2003: James Hetfield nos vocais e guitarra-base, Lars Ulrich na bateria, Kirk Hammett na guitarra solo e Robert Trujillo no baixo. O quarteto fundou o Metallica em Los Angeles em 1981 e acumulou, desde então, discos como "Master of Puppets" e o self-titled "Black Album", que ajudaram a definir o próprio som do metal moderno.

É essa bagagem toda que a produção da Sphere tenta colocar em imagem: cada fase da carreira ganhou um tratamento visual próprio ao longo da noite de abertura.

Quantas datas ainda vêm

"Life Burns Faster" é uma residência de 24 apresentações, às quintas e sábados, que segue até 13 de março de 2027. É o maior compromisso do Metallica num único palco desde que a banda existe — moldado sob medida para a tecnologia da Sphere, e não para rodar por outras cidades depois.

Por que isso importa para o metal

Casas como a Sphere costumam ser associadas a pop e rock mais melódico, pelo tipo de produção visual que pedem. Com o Metallica abrindo esse caminho, a residência também funciona como teste: mostrar que um show pesado, de guitarras distorcidas e bateria rápida, sustenta uma experiência imersiva de ponta a ponta sem perder a energia de um show de arena tradicional.

A crítica especializada que acompanhou a estreia destacou justamente esse equilíbrio: pirotecnia, tela e efeitos especiais vieram como complemento do show, não como substituto da própria música. Se a casa lotar nas próximas quintas e sábados, não seria surpresa ver outras bandas de metal recebendo convites parecidos nos próximos anos.

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